Mecha RPG em 3D&T, no cenário da Constelação do Sabre. Usando o módulo 3D&T Brigada Ligeira Estelar (escrito por Alexandre Lancaster)
 
InícioInício  CalendárioCalendário  FAQFAQ  BuscarBuscar  MembrosMembros  GruposGrupos  Registrar-seRegistrar-se  Conectar-seConectar-se  

Compartilhe | 
 

 Nobreza na Constelação da Espada

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Narrador
Admin
avatar

Mensagens : 759
Data de inscrição : 07/11/2015

MensagemAssunto: Nobreza na Constelação da Espada   Seg 16 Nov 2015 - 19:01

Os Mundos do Império




Quando Silas Falconeri fundou o Império em 1802, teve a percepção de que não poderia passar por cima do modo de vida dos dezenove mundos da Constelação do Sabre.
Por isso, dividiu o Império em três regiões administrativas: o Cabo do Sabre (Albach, Albuquerque, Altona, Annelise, Bismarck, Forte Martim, Gessler, Tarso, Trianon e Viskey), o Fio do Sabre (Alabarda, Inara, Montalban, Moretz, Winch e Uziel) e a Ponta do Sabre (Arkadi, Ottokar e Villaverde). Feito isso, apostou em uma estrutura flexível, centralizada em um eixo de autoridade monárquica que reside na figura do Imperador — senhor da coroa de cada um dos mundos. Daí vem o nome formal de Aliança Imperial — mas, para a maioria das pessoas, nobreza inclusa, o Império é o Império.



As Mãos que Seguram o Sabre




 O coração do Império é a cidade de Leocádia, no mundo de Albuquerque — a pedra angular de todas as transformações que levariam à unificação da Constelação do Sabre. Com a ausência de um Imperador, o Império tem sido encabeçado (em caráter provisório) por um regente imperial, escolhido pelo parlamento. O trono do regente está sempre ao lado do trono vazio do Imperador, para lembrar que um dia, ele voltará a ser ocupado — de uma forma ou de outra.

 O que importa é que, apesar da presença de uma figura central, cada mundo tem sua autonomia e é considerado um principado. O governante de cada mundo é o príncipe-regente, que na prática não é diferente de um rei em seu próprio planeta. Seus filhos serão herdeiros de seu trono, da mesma forma que acontece em qualquer família real (aqui, família regencial). De modo geral, os grandes casamentos políticos são articulados entre as famílias regenciais de cada mundo, que operam em outra esfera em relação às casas menores.

 Mas essas casas menores não podem ser negligenciadas: em geral, grandes senhores de vastas áreas de terra acabaram recebendo títulos de nobreza, tornando-se responsáveis pelo seu povo. E, da mesma forma que no papel têm direitos, eles também têm deveres para com o bem-estar dos que comandam. A essa unidade mínima de área a ser comandada se dá o nome de domínio. Ao seu senhor, é dado o título de barão.

 O papel do visconde é manter a ordem em conjunto de domínios, com poder de autoridade sobre a figura do barão. Sua função é mais manter o rigor da lei nos domínios sob seu comando do que governar de forma propriamente dita. O próprio visconde é senhor de um domínio próprio, não sendo diferente dos barões nesse sentido, e estes devem pagar um imposto a ele e outro ao Imperador.

 Um condado é composto por um conjunto de domínios gerenciado por um mínimo de doze viscondes. A figura do conde tem seu próprio domínio e cobra resultados dos viscondes (que também lhe pagam um imposto, além do imposto do Imperador). O conde também representa os interesses do condado no conselho da província (unidade que aglomera os diferentes condados).

 Ao duque cabe o papel de governador de uma província. Suas dimensões variam, mas basicamente remetem aos antigos estados que subdividiam um país em planetas sem governo único — como costumava ser antes da expansão da humanidade. A partir daqui, entramos em uma escala maior de política e de alianças. Há províncias estratégicas que já podem afetar, minimamente que seja, os rumos de um mundo.
A última e maior divisão no pacto federativo de um planeta-principado é o grãodomínio. Se províncias correspondem em dimensões aos velhos estados de um país, o grão-domínio corresponde a um país. Seu governante é o grão-príncipe, de modo geral (mas não necessariamente) ligado à família do príncipe-regente. Já o príncipe-regente é a maior de todas as autoridades em seu mundo, estando abaixo apenas do próprio Imperador.

 Ao filho mais velho e herdeiro do príncipe-regente, é dado o título de herdeiro regencial — e seus irmãos serão conhecidos como infantes e infantas. Ao herdeiro do grão-príncipe, é dado o título de príncipe-herdeiro. Ao herdeiro do Imperador, é dado o título de herdeiro imperial (e seus irmãos e irmãs serão tratados como infantes imperiais e infantas imperiais). Todos os demais filhos, irmãos e sobrinhos, em todos esses casos, são tratados apenas como príncipes e princesas, o que denota meramente berço, mais do que poder de mando. Não chega a ser tão incomum assim encontrar quem tenha direito de ostentar um título de príncipe por conta de algum parentesco de mais de três gerações, mas que não tenha domínios ou posses; muitas vezes são estes a matéria-prima dos fidalgos que orbitam as cortes do Império. Por via das dúvidas, alguns chamam os filhos e netos do príncipe-regente como “herdeiros diretos”, mas embora isso seja aceito de forma ampla, não representa
nenhum título formal. Um príncipe é um príncipe, afinal de contas — pode tanto significar muita coisa como não significar rigorosamente nada.

 Não é incomum que um príncipe que não tenha a menor chance de sonhar com um grão-domínio acumule títulos de duque e até, na pior das hipóteses, de conde (expediente mais usado em lugares estratégicos). De modo geral, a melhor forma de ascender politicamente — caso não haja como ir além de seu título de nascença — é casar filhas com nobres de estatura superior, garantindo automaticamente um título de gran-deza a ser adicionado ao seu título original. Isto equivale à chave de portas importantes do poder. Títulos de grandeza são importantes para um nobre, especialmente para nobres menores; representam sua verdadeira chance de ascensão patrimonial e social, já que sua posição em si dificilmente vai mudar.

 Albuquerque é o planeta capital do Império — e uma ilha de estabilidade. Lá, mesmo com a ausência dos Falconeri no trono imperial, seus representantes mantêm uma ilusão de paz e segurança a seus habitantes. Muitos deles saem do seu mundo em busca de aventura, já que, para um mundo capital, Albuquerque oferece pouco a fazer. Boa parte da intriga que devorava este mundo foi transferida para a Estação Parla-mentar, no meio do espaço.   Mas, se alguma tragédia se alastrar em escala geral por causa dos jogos de poder, há dois alvos principais em potencial: Trianon e Forte Martim. Um é o exemplo completo das disparidades sociais que o próprio Silas Falconeri jamais conseguiu solucionar; o outro é um barril de pólvora, com interesses externos interferindo na sua política local. E todos temem o pior.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://brigadaestelar.forumeiros.com
 
Nobreza na Constelação da Espada
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Robert Tales e a Magia Grega Livro 1: A Espada do Olimpo
» A Espada de Adam (Primeiro lugar no BatalhaRPG)
» Mini Espada Feita pelo Paint
» New Jersey By Night - A Espada de Caim
» A Espada de Osso do Ferreiro-sem-nome.

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Brigada Ligeira Estelar :: Sistema :: A Constelação do Sabre-
Ir para: