Mecha RPG em 3D&T, no cenário da Constelação do Sabre. Usando o módulo 3D&T Brigada Ligeira Estelar (escrito por Alexandre Lancaster)
 
InícioInício  CalendárioCalendário  FAQFAQ  BuscarBuscar  MembrosMembros  GruposGrupos  Registrar-seRegistrar-se  Conectar-seConectar-se  

Compartilhe | 
 

 Naves Espaciais

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Narrador
Admin
avatar

Mensagens : 759
Data de inscrição : 07/11/2015

MensagemAssunto: Naves Espaciais   Sex 20 Nov 2015 - 17:51

DE ROBÔS E VEÍCULOS




As forças de combate no Império não se limitam aos hussardos e lanceiros. Além dos robôs, elas envolvem os veículos que os carregam.
É impossível falar dos corpos de hussardos no espaço sem falar da Marinha Espacial, e de seus cruzadores e encouraçados — que singram o espaço sideral e fazem a circulação entre diferentes planetas. Veículos, mesmo os com capacidade de combate, podem não ser o poder de fogo primário, mas são quem conquista o terreno com sua velocidade de cruzá-lo ou capacidade de carregar tropas, o que garante que hussardos não sejam pegos por surpresas como minas, emboscadas ou infantaria móvel. Há muitas possibilidades na luta contra os Proscritos.
É fato que a inclusão de robôs gigantes em combate adicionou tanto em mobilidade — e letalidade — aos conflitos que demais modalidades de combate acabaram passando a desempenhar um mero papel de apoio. Com hussardos e lanceiros, a guerra se focou nas Cavalarias Mecanizadas Ligeiras. Há lógica: com seus braços e pernas, um hussardo é como se fosse ao mesmo tempo um tanque de guerra e um caça aéreo, podendo desempenhar as mesmíssimas funções que um dia estes desempenharam; às cavalarias mecanizadas Média e Pesada restou desempenhar um papel complementar.
Esses veículos que eventualmente um combatente de apoio tem que pilotar são conhecidos como couraceiros. Eles levam para o campo de batalha tanto dragoneiros
quanto robôs gigantes, como lanceiros e hussardos, e os recolhem quando a ação de combate termina, dentre outras possibilidades. O couraceiro (Brigada Ligeira Estelar, pág. 56) é uma máquina terrestre colossal, uma fortaleza armada sobre rodas gigantes. É fácil ter uma ideia de como suas proporções foram estabelecidas: se um robô hussardo tivesse as dimensões de um ser humano, o couraceiro equivaleria a dois grandes caminhões de transporte industrial, um atrás do outro.
Se as naves espaciais e o conceito de salto hiperespacial — só possível graças ao surgimento do motor cósmico — foram fundamentais para que os humanos se espalhassem pelo universo, os robôs gigantes acabaram por defini-lo como um ambiente humano. Muitos robôs acabaram sendo pensados para o uso específico em gravidade zero — como o caso do Incógnito usado tradicionalmente por piratas. Outros têm utilização em ambiente planetário, mas alcançam melhor seu potencial no cosmos, como os Auxiliares Gigantes utilizados nas estações médicas espaciais. Mesmo para fins militares o espaço acabou definindo robôs — como no caso do Aríete, cuja função básica era suprir a falta que os lanceiros, tão comuns em ambientes planetários, faziam em combates no espaço. É claro que isso acabou redefinindo o papel de naves espaciais.
No entanto, as naves espaciais — assim como as de uso planetário — continuaram se desenvolvendo e são de extrema importância. Sem elas, mundos como Inara e Moretz seriam inviáveis como projeto de habitação para seres humanos. O que não diminui de nenhuma forma a importância dos robôs para o Império, em todas as funções possíveis.




VIAGENS ESTELARES



Embora graças ao motor cósmico seja possível se atingir altas velocidades e manobrar em pleno espaço como os aviões de caça fazem em atmosfera planetária, suplantando as limitações do vácuo, as leis da física ainda existem.
Ninguém faz saltos hiperespaciais em distâncias consideradas curtas — como na rota de um planeta para uma base lunar (o que costuma levar poucas horas entre os mundos habitáveis e seus satélites mais próximos) e o motivo é muito simples: segurança. O salto hiperespacial é muito intenso para espaços astronomicamente curtos; alguns meros segundos a mais poderiam gerar uma tragédia em solo planetário. Por isso, o usual é que após um salto hiperespacial em uma área calculadamente segura próxima ao planeta em questão, uma belonave leve algumas horas até que finalmente entre na órbita desse mundo. Dentro de sistemas estelares o salto ainda é necessário, mesmo que a viagem seja para o planeta mais próximo. Ao se viajar de Inara à sua lua mais próxima, Métis, por exemplo, se leva poucas horas; mas a viagem de Inara a seu mundo vizinho, Moretz, levaria praticamente um mês caso fosse feita da mesma forma, sem saltos hiperespaciais. Por isso, um salto relativamente pequeno é o suficiente.
No entanto, satélites têm suas próprias velocidades e rotas — o que exige um cálculo extra. Em certas épocas do ano simplesmente não é possível dar saltos hiperespaciais sem escalas de um mundo a outro dentro do mesmo sistema solar — o salto hiperespacial sempre vai em linha reta. A escolha da data sempre fará diferença no tempo (e no bolso do passageiro em voos comerciais). É possível, por causa disso, que uma viagem veloz de Inara a Moretz exija turnos de viagem convencional (nos quais são feitas manobras e ajustes de curso) alternados com saltos espaciais. E esse é só um exemplo.
De modo geral, viagens muito mais distantes tomam muito mais tempo — e por isso mesmo, uma viagem entre os pontos mais extremos da constelação, Altona e Villaverde, algo que já tomaria mais de vinte dias via hiperespaço caso não houvesse obstáculos, pode demorar muito mais graças à imensa necessidade de se alternar entre saltos hiperespaciais e períodos de viagem convencional, com eventuais paradas em planetas ou estações espaciais. Ao menos essas paradas dão a sensação de que a viagem, por mais longa que seja, não chega a ser um fim do mundo.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://brigadaestelar.forumeiros.com
 
Naves Espaciais
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Sprites de Naves
» CAPÍTULO 1

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Brigada Ligeira Estelar :: Sistema :: A Constelação do Sabre-
Ir para: